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Revista Superinteressante e a “Ciência Espírita”

Mais uma vez, a Revista Superinteressante perdeu uma ótima oportunidade de se revelar imparcial, ou pelo menos, respeitosa. Referimo-nos à matéria de capa, do número de outubro de 2011: Ciência Espírita.

Imparcialidade, sabemos, é uma utopia jornalística, que nunca será alcançada e talvez nem seja desejável, pois cada órgão da mídia representa fações sociais de pensamento, está aí para dar voz a determinado grupo e a certos interesses. O problema é que esses interesses não são explícitos, e mais, atualmente,  todos os órgãos de comunicação são hegemônicos e representam apenas uma forma de pensar e ver o mundo. Num sistema capitalista como o nosso, os grandes órgãos são grandes empresas e, como grandes empresas, muitas delas detentoras de monopólios de informação e de formação da opinião pública, não abrem espaço de manifestação para pensamentos alternativos, críticos ao sistema, dissidentes dos monopólios.

O pior de tudo é a forma manipuladora com que as matérias são conduzidas, para darem uma ilusão de imparcialidade, mas que induzem a um pensamento único, hegemônico.

Um dos monopólios ideológicos contemporâneos é o materialismo – ou ainda mais radical – o nihilismo. Qualquer tendência, pesquisa, ideia ou proposta, que ameace esse paradigma deve ser estigmatizada, ridicularizada, rechaçada a priori. É proibido duvidar de que somos meros produtos biológicos, determinados geneticamente e que nossa mente é um subproduto da química neural. Embora a ciência (juntamente com a filosofia, pois esse não é apenas um problema científico) esteja longe de ter fechado algum ponto de vista a respeito do conceito de mente – há uma unanimidade imposta, que não pode ser questionada. E a mídia é justamente a patrona das unanimidades dogmáticas.

Vejamos a matéria em questão. Comecemos pelo título de capa: a ciência não é espírita ou católica ou budista – a ciência é ciência e ponto. Ao assumir na capa o adjetivo de espírita – como ficará comprovado no final da reportagem – a revista desqualifica os cientistas que estão pesquisando os fenômenos de quase-morte e reencarnação, sendo que dos pesquisadores citados, são espíritas apenas os brasileiros, mas não os autores de fora, aliás respeitados internacionalmente.

Para os espíritas desavisados, o título Ciência Espírita pode soar como música, pois nós, espíritas, defendemos a existência de uma ciência iniciada por Kardec, com métodos próprios, para investigar os fenômenos que evidenciam a vida pós-morte. Entretanto, para a maioria das pessoas, chamar uma ciência de espírita, já a desqualifica de pronto, porque parece uma ciência pré-concebida, que parte de pressupostos já assentados. E para os pesquisadores como Sam Parnia, Erlendur Haraldsson ou Peter Fenwick, trata-se de uma afronta chamá-los de espíritas, pois pertencem a culturas onde o espiritismo de Kardec, tão difundido no Brasil, não tem nenhuma ressonância.

Como se trata de um assunto ainda polêmico, seria natural que os jornalistas ouvissem os dois lados: os pesquisadores de tais fenômenos e os críticos. As explicações de um lado e as explicações do outro. Isso é feito em certa medida, dando a sensação no decorrer da matéria de que a revista está sendo imparcial – apesar do diabo da maldade revelar a ponta da orelha em certos trechos, como quando ao tratar das experiências mediúnicas investigadas por Frederico Leão, lemos: “Para a maioria dos cientistas, uma coisa dessas soaria como um espetáculo circense, uma farsa.” Ou quando, os jornalistas acrescentam sarcasmo a um erro grave de informação (coisa muito comum na imprensa atual). Dizem: “O jargão (mente e cérebro) serviu para batizar o primeiro evento brasileiro dedicado às pesquisas sobre o além, o I Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente e Cérebro, em (de novo) Juiz de Fora.” Esse evento foi em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças.

Além das ironias, o problema central é que a matéria não coloca os dois lados e deixa a questão em aberto – o que seria  mais honesto. Os jornalistas (ou os editores, porque, muitas vezes, os editores remexem a matéria e imprimem o tom que a revista impõe) fecham com a negativa total, usando a seguinte tática: tanto dos fenômenos de quase morte, quanto dos casos sugestivos de reencarnação são narradas apenas algumas histórias isoladas. Isso em ciência não vale muito. Não se menciona que há uma casuística abundante. Por exemplo, em nenhum momento se fala que Stevenson, de que os citados Jim Tucker e Haraldsson foram colaboradores, coletou e investigou mais de 2500 casos de crianças com memórias de vidas passadas. A impressão que dá é que três ou quatro casos impressionaram homens ingênuos e com tendência a uma fé cega.

O tom final é que demonstra o que a Revista pretende que o leitor pense (pois é isso, ela quer impor um ponto de vista, sem nenhum respeito aos entrevistados, aos leitores e aos fatos): todos esses pesquisadores, brasileiros e estrangeiros, não passam de um bando de crédulos, homens de fé, que estão tentando provar o improvável. O mais incrível é a leviandade com que os jornalistas (que, diga-se de passagem, não são cientistas) pretendem derrubar a pesquisa de vidas inteiras: em apenas dois parágrafos, eles se referem a “evidências contra”. Quais?  Não são sequer mencionados outros cientistas que critiquem o trabalho dos colegas. O texto é dos próprios jornalistas; um texto confuso, tendencioso, com argumentos fracos e que termina da forma mais acintosa possível: “é difícil não acreditar que os pesquisadores de reencarnações, EQMs e afins, se movam mais pela fé que pela curiosidade científica.”

E assim, estamos conversados. Está dita a última palavra. Com meia-dúzia de frases, pensa-se garantir que o paradigma materialista, pelo qual a mídia zela com tanto fervor, permaneça intacto aos olhos dos leitores.

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Comentários

  1. A revista erra ao tentar impor uma “evidente realidade” que não foi demonstrada. Matéria repetida e sem critério cientifico na sua apresentação!
    Colocando em risco um longo período de estudos científicos que nunca publicaram por não achar interessante!

  2. Adriana Barra diz:

    Parei de assinar essa revista já faz tempo, quando fizeram uma “reportagem” sobre o uso e o efeito da maconha! Como sempre, fizeram “cientificamente” (como dizem) uma série de entrevistas e, concluíram que não compromete em nada o corpo humano o uso dessa “planta”. Gostaria apenas de saber qual o critério dos editores dessa revista, não pensam no impacto de suas palavras.

  3. A.S. Martins diz:

    DOUTORA Dora!!
    Bom dia!!

    Parabéns, querida!! Se o texto for um presente ao Aniversariante, garanto-lhe que ele ficou muito feliz.
    Gostei muito, não apenas da análise percuciente e lúcida, mas TAMBÉM do teu posicionamento:

    “Vejamos a matéria em questão. Comecemos pelo título de capa: a ciência não é espírita ou católica ou budista – a ciência é ciência e ponto.”
    Dora, na mosca!! Você colocou muito bem: “…ciência é ciência e ponto.” – isso precisa ficar muito claro!
    O texto todo é oportuno e esclarecedor. Eu já havia degustado, com agradável surpresa, teu comentário ao filme Avatar. Foi a única análise lúcida e precisa que li a respeito do filme. Eu estava chateado e muito aborrecido com os comentários vibrantes e elogiosos que alguns espíritas conhecidos meus, cultos e inteligentes, fizeram ao filme. Fiquei reconfortado e mutio feliz quando li a crítica que você fez!!
    Sugiro-lhe que, se for possível, LEIA e COMENTE o EX-TRA-OR-DI-NÁ-RIO livro “Sementeiras de luz”, de Neo Lúcio, psicografado pelo Chico, organizado pela distinta Wanda Amorim Joviano e publicado pela Editora Vinha de Luz. O livro merece ser lido, relido, estudado e apreciado de uma capa à outra!! Lá encontramos a mensagem “Três de outubro”, psicografada pelo Chico a 03 de outubro de 1945 e, na “Introdução”, informações a respeito de André Luiz que vão surpreender muita gente…
    Um grande abraço e muiiito sucesso em teus empreendimentos.
    A.S. Martins,
    03/10/2011.

  4. Izabel Cristina L. Dáguila diz:

    Na outra ponta, temos algo positivo. Em agosto/2011, a Rede Globo estreou nova temporada de Malhação (Interligados). Desta vez, traz adolescentes envolvidos em mistérios, presquisas, paranormalidade e hipersensibilidade. Meus alunos do Centro têm comentado sobre este assunto, a galera do colégio está curiosa, isso é bom. “Tem mais Deus pra dar que diabos pra tirar”, a frase é antiga, mas verdadeira. Bj. Izabel

  5. Revistas tendenciosas é o que mais tem no Brasil e no mundo, fugindo da imparcialidade característica do jornalismo, ferindo toda a ética estudada na cátedra. Concordo com o artigo da Pós-Doutora Dora Incontri com uma reportagem tendenciosa e não científica inconsequentes colocam em risco anos de trabalhos de grandes cientistas, levando a grande massa uma falsa “verdade”.

  6. Dra. Dora Incontri,parabéns por seu excelente esclarecimento. Infelizmente estamos carentes de pessoas que tenham senso crítico, aguçado e comprometido com a verdade e ética acima de tudo. Não permitir que infomações superficiais e levianas transformem-se em informações ditas verdadeiras, sérias e precisas, difundindo-se entre os individuos, é o que todo profissional precisaria despertar em si e em especial os que representam veículos de comunicação em massa.

  7. olá, dora.

    obrigado pela análise lúcida e interessante. que continuemos as pesquisas, os testes, os escritos e os esclarecimentos. afinal, o mal do mundo é a ignorância.

    um abraço,

  8. Leonardo diz:

    Simples, claro, objetivo.

  9. Kátia diz:

    A Revista deixou de ser Superrinteressante para ser SUPER “SUPER…FICIAL!!!

  10. Kellen Buratto diz:

    acho que deveria publicar esta argumentação no face da revista e no twitter.

  11. Isso! Também acho que deveria publicar esta argumentação no face da revista e no twitter.

    De qualquer maneira, não me surpreende a superficialidade e falta de respeito da nossa mídia em geral… Imprensa e Tv nacionais são de fato nada progressistas, ultra-conservadoras e desrespeitosas na medida em que se pretendem imparciais – o que é impossível já que é feita por humanos como nós – quando na verdade são mesmo tendenciosas em favor do consumismo exacerbado, utilitarismos, coisificação dos individuos e das relacões líquidas.

    É uma pena!

    Ás vezes penso que olhar para frente seria simplestemente fazer de conta que elas não existissem algo como – “Revista superinteressante, reportagem da Globo? – não conheço. Falemos de algo que seja relevante de fato.”

    Mas para isso, sei que é preciso sangue frio! – eu não tenho, tanto que estou aqui escrevendo…

  12. moizés montalvão diz:

    Dora Incontri, em bela redação, demanda contra a reportagem publicada na revista Superinteressante. Uma de suas queixas reside no uso da expressão “ciência espírita”, a qual considerou depreciativo.
    Conquanto o título e o escrito tenham um quê de ironia, o conteúdo é de boa qualidade: mostra as limitações que as pesquisas de EQM e reencarnação apresentam. Talvez se a produção fosse veiculada na Europa e EUA nominar-se-ia “ciência espiritualista”…
    Pode ser que a chamada de capa decorra da reivindicação do espiritismo de “ser ciência”, além de filosofia e religião. Embora se possa questionar as contribuições espíritas para o saber científico, não é crime nenhum almejar a credencial de “científico”, outras instâncias pleiteiam igual titulação, qual a parapsicologia, astrologia, homeopatia, etc. O caso é que, gostemos ou não, o título que a revista utilizou está coerente com o veiculado na matéria.
    Dora afirma que a publicação foi sarcástica: exagero. Jocosa, cética, ou mesmo irônica, caberiam: sarcasmo está ao nível da zombaria e não nos pareceu que o artigo esteja nesse nível.
    O caso é que as pesquisas da reencarnação parecem ter estacionado onde começaram. Dora queixa-se de que a Super não noticiou que Stenvensou catalogara 2500 eventos de lembranças infantis de outras vidas. Contudo, esquece-se que esse número não é expressivo no contexto reencarnacionista onde o pesquisador trabalhou. Além disso, nesses milhares de casos pequeno percentual é considerado de “boa qualidade”. Os continuadores do trabalho de Ian Stenvenson mantém o procedimento básico de colher depoimentos e verificar a quantidade de “acertos” das recordações. Ora, se tais pesquisas oferecessem perspectivas promissoras na confirmação do reencarnacionismo, elas deveriam ter evoluído para passos mais complexos. Por enquanto nem teoria consistente, que permitisse verificações por parte de outros investigadores se produziu.
    No caso das EQMs parece-nos que os investigadores buscam o caminho mais árduo intentando comprovar que existe uma alma que “sai” do corpo e pode para ele retornar. Se tal postulado é considerado firme pelos que nele acreditam, dever-se-ia buscar repetir os eventos sob condições mais seguras, de melhor controle. Kardec defendeu que durante o sono a alma se desprega de seu invólucro carnal. Então, o sono seria um campo para investigação. Sabe-se que drogas podem induzir experiência equivalentes às EQMs, outra opção promissora, portanto. Há, também, quem diga que com técnicas adequadas é possível produzir a saída do corpo, conforme garante a projeciologia. Cremos que seria mais produtivo buscar respostas nesses caminhos, em vez de pregar-se cartazes em salas de cirurgia, na esperança de que moribundos consigam lê-los.
    Em suma, para quem não teme a verdade, deve-se esperar que ela possa surgir de endereços insólitos, qual de uma EQM ou de suposta lembrança infantil de outra vida. Contudo, espera-se dos que se dedicam a trabalhos investigativos nessas áreas que possam obter resultados expressivos e apresentar conclusões consistentes, coerentes com o rigor exigido em averiguações científicas tradicionais. Por enquanto estão devendo…
    Parabéns à Super pela esclarecedora reportagem; e, parabéns a Dora Incontri pela, como sempre, bem elaborada reflexão.
    Moizés Montalvão

  13. MARIO FONTES diz:

    Ciencia é uma coisa muito seria, os pesquisadores que foram acusados levianamnete de “movidos pela fé” trabalharam duro e portanto tiveram verba para se dedicar alguns anos e fizeram um trabalho isento demonstrando se não estatisticamente ( numericamente) pelo menos qualitativamente que os fatos são reais e merecem atenção.
    Tambem é importante notar que não podemos, como espiritas, no sentido de ajudar, sair afirmando coisas que apenas acreditamos, como verdades cientificas porque acaba gerando descredito geral da comunidade cientifica.

  14. MARIO FONTES diz:

    Realmente Dora foi correta, há apenas um tipo de Ciencia, mas cada uma tem seus métodos e a denominação Ciencia Espirita, cabe sim, para designar o método da percepção mediunica como ferramenta de validação experimental na comprovação das hipoteses Espiritas. Os pesquisadores citados não usaram esta metodologia iniciada por Kardec e portanto a aplicação do termo “Ciencia Espirita” para o trabalho executado por estes, é errada.

  15. MARIO FONTES diz:

    A base de toda disciplina cientifica é constituida de crenças, assim no fundamento do eletromagnetismo há ideia de campo elétrico e magnetico, sem contudo, neste momento, possamos saber exatamente o que eles são, portanto são convenções úteis ou crença que ajudam a entender as coisas. Na base do conhecimento Espirita existem crenças:- Deus( manifestado por leis naturais) , Espirito, Materia, pois sem elas nada podemos explicar, não são dogmas de fé.
    O Paradigma materialista, que reduz todas explicações a um unico principio, a materia, é uma crença como outra qualquer.
    A mais util para entender o nosso mundo será a melhor.

  16. Vitor Moura Visoni diz:

    Caro Moizés Montalvão,

    as pesquisas de reencarnação NÃO estacionaram onde começaram. No livro “Crianças que se Lembram de Vidas Passadas”, tópico “Principais avanços nos métodos de pesquisa desde 1960″ (pág. 210), Stevenson discorre longamente sobre diversos desenvolvimentos nos estudos, como:

    1. a criação de questionários (explorando as crenças de um informante sobre a reencarnação, ou incluindo perguntas sistemáticas para comportamento masculino e feminino para casos de mudança de sexo),

    2. testes psicológicos (implementados apenas em 1990),

    3. a busca por documentos escritos e impressos,

    4. a realização de entrevistas de acompanhamento,

    5. estudos múltiplos que estenderam a pesquisa além do simples acúmulo de mais casos do mesmo tipo, como a pesquisa de Jim Tucker e Keil investigando os casos de “marcas de nascença experimentais”, ou o estudo de Keil sobre “casos silenciosos” na Turquia, iniciando um projeto abrangente para observar o modo e a influência dos pais nos bebês que ainda não falam, identificados (por sonhos e marcas de nascença) como uma pessoa falecida renascida, ou ainda a pesquisa de Mills que fez um estudo abrangente dos relacionamentos entre parentesco e reencarnação entre as tribos do norte da Colúmbia Britânica.

    Um abraço,
    Vitor

    • moizés montalvão diz:

      Caro Sr. Vitor,

      Grato pelas lúcidas informações. Ainda não examinei o “Crianças que lembram de vidas passadas”, apenas os “vinte casos sugestivos de reencarnação” que, curiosamente, na última edição transformou-se em “Reencarnação – 20 casos”: deixou de ser “sugestivo” para ser efetivo…

      Visto o assunto ser vasto, ainda mais se incluirmos discussão sobre marcas de nascença reencarnativas, após ler o “Crianças que lembram”, esforçar-me-ei por postar aqui, ou no seu sítio, comentário resumido a respeito.

      Cordiais saudações,

      Montalvão.

  17. MARIO FONTES diz:

    Sendo o materialismo uma crença qualquer, porque sempre foi e continua sendo o paradigma preferido e dominante entre os indivíduos e organizações?
    Qualquer repórter ou orgão de imprensa que pesquisar algo diferente será punido, isto ficou encenado no filme Alem da Vida (Clint Westwood !!??). Neste filme uma repórter bem sucedida, materialmente falando, é marginalizada, ao procurar pesquisar a vida após a morte, após sofrer uma EQM.
    Que há de melhor no materialismo que atrai tantos adeptos e norteia os pensamentos, palavras e ações da maioria da humanidade?

  18. MARIO FONTES diz:

    A Terra não está no centro do universo, hoje sabemos é muito ao contrario disso, mas se você vive numa comunidade primitiva que está no nível da Idade Media, acreditar diferente seria no minimo perigoso, mas pode ser mortal.
    O Matéria não é o centro da vida, mas se você se propôs apenas se saciar e aperfeiçoar seus instintos primitivos, mesmo que de forma inteligente, conquistar acumular e ganhar, sem um propósito nobre, pensar diferente só atrapalha suas intenções e dos que estão a sua volta. A mera possibilidade de haver vida após a morte atrapalha e te enche de reflexões, colocando freio moral nas suas ações.

  19. Marco Aurelio Smith Filgueiras diz:

    Dra. Dora Incontri

    Infelizmente não existem testes cientificos capazes de detectar, por exemplo, que uma pessoa manteve contato com espiritos ou se esteve à porta de um mundo paralelo ao nosso. Por esta razão o espiritismo foi buscar na propria pesquisa cientifica, pelo menos a comprovação de que a mente e a consciencia podem atuar fora do corpo. Realmente o titulo da matéria não deveria ter sido “Ciencia Espirita” porque espiritismo não é Ciência como muitos espiritas dizem e pretendem que seja. Concordo que é religião cristã e filosofia. O que a revista pretendeu mostrar foi que o espiritismo está procurando a ciencia para tentar explicar alguns fenomenos. Finalizando: o titulo da materia da Super deveria ter sido: “O Espiritismo e as Pesquisas Cientificas” Obrigado

  20. Fernando, Portugal diz:

    Seria um desafio interessante pedir à revista um espaço para publicarem em jeito de direito de contraditório, um artigo curto sobre o ponto de situação da pesquisa atual. Se aceitassem dizer qual o espaço disponível, e número de linhas, far-se-ia de acordo com o disponibilizado. Há aí no Brasil organizações à altura dessa resposta, que creio seria de acordo com as armas da própria revista: fatos, exemplos, referências para leitura posterior aos interessados.
    Gostei de como a Dora expõe o que é a contaminação de um trabalho jornalistico pelos preconceitos dos seus autores, e daria o benefício da inteligência a eles e à revista para nos seus próprios termos, e espaço, admitirem um artigo em sequência do agora publicado.
    Fernando, Portugal

  21. Esclarecendo: a ciência estuda os fatos que podem ser provados. A filosofia se ocupa da sabedoria, além da ciência, que pode ser intuida, mas nunca provada. É uma convicçao de cada um adquirida pela experiência. O espiritismo é mais uma filosofia do que uma ciência. Conforme a receptividade que a pessoa tem para as grandes verdades da vida, ela vai formando sua opinião, e sua atitude em relação ao sentido da existência. Parece que a revista quer vender. Com uma capa para atrair leitores, ela mostra o grau de conhecimento que seus reporteres têm do assunto. E eles querem agradar também aos não-espíritas. Tudo gira em torno do comércio entre os materialistas.

  22. MARIO FONTES diz:

    Prove que a Terra gira entorno do Sol?
    Há provas cientificas diretas do movimento de rotação, pendulo de Foulcault etc.. . Entretanto não existe um único experimento cientifico na superfície da Terra que detecte ou seja capaz de demonstrar diretamente o movimento de translação, pois a Terra se comporta como estivesse praticamente em Movimento Retilíneo Uniforme( MRU), para uma fração de tempo de um experimento direto a curvatura do translado da Terra é desprezível. Porem há provas indiretas como:- paralaxe das estrelas próximas, um pequeno laço que os planetas descrevem ao longo do ano que enfraquece o Geocentrismo etc…todas observações difíceis de fazer e que demoraram seculos de pesquisas. Entretanto uma maneira direta de comprovar é uma observação do Sistema Solar, fora da Terra. Honestamente do ponto de vista pratico a crença Geocêntrica é mais útil e simples e trás resultados melhores, a não ser que procure algo mais amplo:
    Lançar um satélite, pois tem de levar em conta a rotação da Terra.
    Enviar uma sonda para fora da Terra para um outro planeta por exemplo ai então o Geocentrismo fracassa.

  23. MARIO FONTES diz:

    Prove que a vida sofre influencia do espirito?Ou ainda que existem outras dimensões?
    A Teoria das Cordas uma das mais belas Teorias sobre o ponto de vista da clareza Matemática aponta a existência de 11 Dimensões 3 visíveis mais Tempo e 7 outras invisíveis. O LHC grande colisor de prótons, custou U$10 Bi e 100.000 técnicos trabalhando, mas mesmo com tudo isto só poderemos talvez obter algumas pistas indiretas sobre a existência destas dimensões e seus Universos paralelos as “Branas”.
    Analogamente somente através de pesquisa extensa e trabalhosa e provas indiretas, pois perante a eternidade da vida espiritual o tempo da nossa encarnação é infinitesimal, porem precioso ( dizem os espíritos). Os experimentos enfraquecem o Materialismo trazem convicção pessoal as vezes de forma qualitativa e outras de forma quantitativa estatística, dando mais universalidade.
    Entretanto uma saída do corpo, por exemplo por EQM, fornece provas diretas, geralmente pessoais.
    Comparativamente só vale a pena ser espirita ( ou espiritualista) se você procura algo mais que a seleção natural biológica lhe ofereceu até o momento.

  24. Drª Dora, foi um prazer ler pela primeira vez um artigo seu, pois um grande amiga minha Ana Irene Chazan sempre fala da Srª com respeito e admiração. Suas palavras são bastante claras, esclarecedoras e reflexivas… Fiz questão de divulgá-las em nosso blog (www.geas-sp.blogspot.com) na íntegra.
    Ao ler a matéria da Superinteressante é no mínimo patético, achei uma frase muito interessante que apesar de estar falando de outras publicações se encaixa muito bem ao perfil da Superinteressante “Mesmo as melhores publicações deixam passar estudos de qualidade duvidosa”, que no caso dela é “uma publicação duvidosa e desrespeitosa aos estudos científicos e aos profissionais por trás deles”. Entre outras expressões como “entra em parafuso”, “a coisa”, “caçar seus fantasmas”, “que até tem seu lado espírita”, “quem tiver uma história bem contada, então, tem chance de ficar famoso”, “colocam na boca dela informações” que são vulgares, carentes de profissionalismo e imparcialidade.
    Assino em baixo tudo que escreveu!

  25. carlos augusto moreira diz:

    Caros leitores,bons são seus comentarios contudo sem estudo sobre esse ou aquele assunto não teremos boa colheita,tudo esta de uma maneira ainda muito confusa,que estamos no campo da ciencia avançando muito contudo vale o registro de que existe muitos mistérios a serem desvendados,a atual ciencia têm muitas dúvidas a serem esclarecidas e o caminho é deveras longo.Ler é o melhor caminho para entender o que ainda não se sabe.

  26. A todos: uma carta interessante enviada pelo Dr. Alexander Almeida, cientista citado nesta publicação da Superinteressante esclarecendo alguns equívocos da revista. Muito bom!
    http://geas-sp.blogspot.com/2011/10/novo.html

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