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Nova turma de Pedagogia Espírita em 2013

Nova turma de pós-graduação em Pedagogia Espírita se inicia em 16 de fevereiro de 2013, agora em novo espaço em São Paulo, muito próximo ao metrô Jardim São Paulo. Veja detalhes em nosso site!

http://pedagogiaespirita.org.br/posgraduacao

Pedagogia espírita2013

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Eneide Santis, artista espírita

Eneide Santis, artista espírita, associada fundadora da ABPE, inaugura um site, com suas pinturas e textos

Eneide de Santis é uma artista plástica espírita, de produção original, bela e criativa. Não, não é arte mediúnica, mas dela mesma. Uma arte feita com inspiração dos temas espirituais. Mas também não é arte didática, fraquinha, como querem fazer os que pensam fazer arte espírita, com liçõezinhas chatas de moral.

Não, é uma arte inspirada em visões do infinito, em suaves anjos da guarda, em crianças protegidas por Espíritos, em aparições luminosas, em cores com vibrações que tocam as almas.

Eneide é uma das associadas-fundadoras da ABPE e já tem uma longa história com a nossa Associação. No 1º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita, nos idos de 2004, ela fez uma exposição de seus quadros no saguão da Universidade Santa Cecília, por onde passaram os mil congressistas que estiveram presentes no evento.

Inspirada nesse primeiro e saudoso congresso, ele fez uma pintura em homenagem à Pedagogia Espírita, que depois seria tema do 3º Congresso Brasileiro de Pedagogia Espírita. Os cartazes, folders, banners desse evento foram feitos com inspiração do quadro de Eneide.

Agora, a artista inaugurou um blog para expor na internet suas produções de arte, com seus textos poéticos.

Alguns dos textos que estão no blog fizeram parte da monografia de final do nosso curso de pós-graduação em Pedagogia Espírita, turma 3, na Universidade Santa Cecília.

Eneide nos dá uma contribuição muito preciosa para o desenvolvimento de uma arte inspirada nos temas espirituais. Vale a pena conhecer!

Quadro de Eneide em homenagem à Pedagogia Espírita

Alguns quadros de Eneide. Do abstrato ao figurativo, sempre bem inspirada.

Veja Mais!

http://www.eneide.com.br/

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Cursos à distância! Inscrições Abertas!

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A Associação Brasileira de Pedagogia Espírita está oferecendo três cursos de extensão à distância.

• Introdução à Pedagogia Espírita –Coordenação: Dora Incontri. Docentes: Alessandro Cesar Bigheto, Alysson Leandro Mascaro, Claudia Mota, Dora Incontri, Franklin Santana Santos, Luis Colombo, Priscila Grigoletto Nacarato, Regis de Morais, Samantha Lodi.  (40 horas)

• Educação e Espiritualidade – coordenação: Dora Incontri. Docentes: Alessandro Cesar Bigheto, Dora Incontri, Franklin Santana Santos,  Luis Colombo, Luiz Jean Lauand, Ney Lobo, Priscila Grigoletto Nacarato, Regis de Morais.  Entrevistas com: Juarez Tadeu de Paula Xavier, Leonildo Silveira Campos, Monja Heishin Gandra, Rabino Alexandre Leone, Sheikh Muhammad Ragip al-Jerrahi. (40 horas)

• Filosofia para Crianças e Adolescentes: como e para quê? - coordenação: Dora Incontri. Docentes: Alessandro Cesar Bigheto, Alysson Leandro Mascaro, Astrid Sayeg, Dora Incontri, Regis de Morais, Rita Foelker. (30 horas)

 
Aulas gravadas, atividades, material didático.

Saiba mais:

11- 81558366
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Nova turma da pós de Pedagogia Espírita se inicia em fevereiro

O curso de pós-graduação lato sensu em Pedagogia Espírita tem sido uma grande conquista da ABPE desde 2005. A turma de 2012 será a 8ª e começa dia 11 de fevereiro. Nesse mesmo mês, terminam as aulas da 6ª turma e as da 7ª ainda estão em andamento até 2013.

O que caracteriza o curso é o alto nível dos professores, o clima de paixão pelo conhecimento, as amizades sólidas que se formam entre alunos e antre alunos e professores. É um curso com conteúdo denso, mas não só. É um curso de resultados transformadores – é o que todos dizem. Mexe com a alma das pessoas, toca os corações. Muitos dos que fizeram os dois anos dessa pós, mudaram radicalmente de vida: às vezes de profissão, outros de posturas existenciais, outros ainda comentam ter passado  a entender de fato o que é espiritismo e todos saem acreditando que a educação é a única forma de mudar a si mesmos e o mundo.

Não é como alguns pensam, um curso elitista… pois participam pessoas de todas as áreas e mesmo quem não tem graduação pode também seguir as aulas, como extensão.

O fato de fazermos uma vez por mês possibilita a vinda de pessoas de vários lugares do Brasil e isso acaba criando um clima interessante de intercâmbio inter-estadual!

Vale a pena investir esses dois anos num curso profundo, inovador e o único no Brasil e no mundo que trata de Educação, Filosofia, Ciências, Artes, na visão espírita e que tem o reconhecimento acadêmico. A turma 8 terá a chancela da Universidade Santa Cecília, com que a ABPE mantém parceria desde a sua fundação, em 2004.

Esperamos você lá!

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Natal de Isaías

(Arte de Lili Lungarezi)

 
 Noite de azul profundo:
Em silêncio de luz
respira o mundo.
Farfalham preces e asas
sobre os telhados das casas.
 
A voz do profeta
soa na noite quieta:
Porque um menino nos nasceu,
um filho se nos deu,
o príncipe da paz.
 
Divino príncipe herdeiro,
oculto na palha mansa,
Nasceu na noite e descansa
nos braços de Maria
e de José carpinteiro.
 
Quem na noite saberia,
Senão anjos e pastores,
Que desta raiz brotaria
sem terrenos esplendores,
desprezado, humilhado,
um homem sujeito à dor,
o mensageiro do amor?
 
A voz do profeta
atinge a noite alerta:
 
Carregará sobre si nossas dores
o Justo, o Servo de Deus.
Ele virá para os seus,
que não o conhecerão.
Esmagado por causa de nossa iniqüidade,
Maltratado, por nossos horrores,
Redentor da humanidade.
Mas livremente se humilha.
E por meio dele brilha,
triunfa o desígnio de Deus.
Um menino nos nasceu
e inaugura nossa trilha
para o Pai.
 
E a voz do profeta vai
anunciando na noite:
 
Não abrirá sua boca.
Como um cordeiro será morto.
Mas após o trabalho
fatigante de sua alma
sobre o horto
da cruz
Ele verá a luz
E se fartará.
 
A noite se veste de luz
para receber Jesus,
Redentor da humanidade!
E cantam vozes alegres e puras:
Glória a Deus nas alturas!
Paz na Terra, aos homens de boa vontade!
 
A partir das professias de Isaías,  que previu a vinda do Nazareno, esse poema de Natal, para relembrar Jesus!
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Fenômeno de pintura mediúnica na ABPE

Di Cavalcanti

Domingo, dia 20 de novembro, o médium baiano Florêncio Anton Reverendo, esteve na sede da ABPE e do Instituto Pinus Longaeva, na Praça da República (SP), para uma sessão de pintura. Esse evento faz parte do encerramento do ano letivo do curso de Tanatologia, coordenado por Franklin Santana Santos e já virou tradição em todos os anos de curso. Mas neste ano, reuniram-se as turmas de Tanatologia e da Pedagogia Espírita, para participar da sessão. O fenômeno de pintura mediúnica é em si dos mais impressionantes e belos e consideramos na atualidade Florêncio o médium mais qualificado nesse setor. Em poucos minutos, brotam da tela Renoirs, Van Goghs, Monets inéditos e de uma beleza estonteante.

Abaixo, uma galeria de fotos do evento!

Franklin apresenta Florêncio

Florêncio conta de sua mediunidade, desde a infância

Falando de suas experiências na Europa…

Sobre a obra social que mantém com a pintura mediúnica…

Vai começar…

Renoir começa a festa das cores

O vaso de Renoir

A oferta de flores de Renoir…

O público emocionado, encantado…

Esboça-se um rosto…

Vai se delineando… é Renoir de novo

Em poucos minutos…

O rosto brota da tela

E explode em cor e beleza…

Viva Renoir!

A obra oferecida a nós por Renoir!

No forno, um Monet

Monet por inteiro…

Chegam os brasileiros… Portinari

E o magnífico Di Cavancanti!

Picasso entra em cena…

Picasso por inteiro

Voltam os impressionistas - Pissarro

E mais um Monet!

Locher, um pintor dinamarquês. Ele acompanhou Florêncio para o Brasil?

Um toque de sensualidade de Matisse

Van Gogh maravilhoso!

E um girassol de Vincent de presente para o Franklin!

Berthe Morissot encerra o dia

As flores de Morissot

Sidney Rocha, Florêncio Anton, Dora Incontri e Franklin Santana Santos, felizes depois do encontro com os pintores

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Uma mensagem de Chico Xavier em Portugal?

Carola Richter Lotufo, Chico Xavier, Lucy Hackradt (atrás) Zaira Pitt e minha mãe, Cleusa B. Colombo em 1967 - conheci Chico desde criança, quando ele afirmava que nas últimas dez encarnações havia sido mulher.

Chegou-me hoje por e-mail uma mensagem, recebida em Portugal, por médium que não conheço, atribuída a Chico Xavier. E pela primeira vez, pareceu-me que fosse dele mesmo.

O que já indica de imediato essa autoria é a justificativa por que estaria mandando essa mensagem em Portugal, pela isenção necessária – leia-se, o clima não idólatra, que só fora do Brasil poderia achar. Ou seja, só fora poderiam lhe dar crédito. Se aqui alguém publicar uma mensagem do Chico, dizendo que ele não foi perfeito, que não está sentado à direita de Jesus… está fadado quase a ser linchado. Pois aqui, ele é o santo obrigatório.

Oportuníssima, portanto, essa mensagem – que como todas as mensagens, por todos os médiuns (inclusive pelo próprio Chico, quando encarnado), passa por um filtro de linguagem e adaptação do médium – que é sempre uma subjetividade encarnada, traduzindo outra subjetividade desencarnada. Então, pode haver aqui e ali uma expressão que Chico não usaria. Mas, no geral, o tom está bastante à moda de Chico, sentimental, pacificador, amistoso.

É pena que Chico não possa se comunicar aos brasileiros como um ser humano, que foi, exposto a enganos e desenganos, com grandes qualidades, com belo trabalho, mas também sujeito – como ele diz aqui – a fraquezas e tentações. Pena que ele não possa achar amigos a quem se confidenciar, pois só encontra pessoas de joelhos, prontas a idolatrá-lo, a colocá-lo num altar, que ninguém deve ocupar, pois somos todos “almas em trajetória, rolando em direção ao sol da vida”.

Acredito que isso deva ser motivo de angústia e solidão para um Espírito – sentir-se colocado num pedestal sobre-humano, apartado do companheirismo dos outros, para ser mitificado. O mito se sente terrivelmente solitário, porque deixa de ser gente, para se tornar uma projeção ideal.

E, por fim, acredito que seja mesmo Chico, porque ele está falando publicamente o que deveria ter falado mil vezes em vida, mas não falou: de não ter sido reencarnação de Kardec. Por isso talvez se penitencie nessa mensagem e diga o quanto ama Kardec, pois não falar isso enquanto vivo pode ter sido quase uma traição ao mestre.

Esperemos que com esse precedente, Chico possa achar outros médiuns que tenham a coragem de deixá-lo falar como irmão, como gente, como pessoa humana e falível, amorosa e sincera.

Fica aqui a mensagem para reflexão de todos (deixo a grafia portuguesa):

 

“À família Espírita de todo o planeta terráqueo.

É a ti meu filho que abraçaste a causa Espírita que me dirijo.

Detentor de um enorme sentimento de amor, responsabilidade e desejo de avanço de todas as almas, aqui estou novamente comunicando-me convosco.

Espero que compreendam, os amados irmãos Brasileiros, da necessidade de me comunicar noutro país, pois, é a forma mais isenta e disponível que encontramos, neste frágil momento que atravessa o Espiritismo. Agradeço comovido a todos aqueles que me carregam no coração afectuoso, relembrando-me nas recordações felizes e chorando na saudade. Porém, não pretendo que me coloquem em lugar que não me pertence estar. Não sou santo, nem fui perfeito, apenas vossos olhos ainda limitados ao conhecimento e vossos corações afectos de ternura, para me atribuírem tais e tais predicados. Sou uma alma em trajectória rolando em direcção ao sol da vida. Firme no propósito de fazer o melhor e causar o melhor à Humanidade, porém, nem sempre estive imune às tentações e fraquezas e por isso me penitencio a todos os queridos corações.

Venho humildemente pedir-vos e principalmente aqueles que me acompanharam de mais perto na caminhada da vida, aos que me enxugaram as lágrimas, aos que me mataram a fome, aos que curaram minhas feridas, aos que ouviram minhas palavras e aos que leram por mim os escritos, se for lícito fazer-vos um último pedido, aqui deixo expresso o meu desejo:

Que todos os Espíritas, principalmente aqueles com maiores responsabilidades aos olhos do Mundo, se possam avistar num evento, visando a colocação de um ponto final em todas as desavenças e histórias infelizes, equívocos e sobretudo agrupamentos e partidos. Peço-vos a retirada da Internet de todos os escritos que possam causar divisões, sofrimentos, ódios, perturbações físicas ou espirituais e descrença. Por amor a Jesus eu me libertei de tudo que na Terra me causou mágoa e sofrimento, pois tudo se reverteu em rosas que colhi no porvir. A Kardec amo profundamente e agradeço a luz. Não o fui realmente.

A nossa abençoada Doutrina Espírita nos foi trazida da bendita Espiritualidade, não é Doutrina nem Religião nascida na Terra, é foco de luz que nos conduz à paz.

Meus extremosos e tão amados filhos, o meu coração vos remete este pedido, o qual vos ficarei devendo para todo o sempre,

Chico Xavier “

(página psicografada na noite de 21 de Setembro de 2010, pelas 22H30, no GEEAK/Coimbra, pela médium Maria della Rosa, durante os trabalhos mediúnicos)

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Revista Superinteressante e a “Ciência Espírita”

Mais uma vez, a Revista Superinteressante perdeu uma ótima oportunidade de se revelar imparcial, ou pelo menos, respeitosa. Referimo-nos à matéria de capa, do número de outubro de 2011: Ciência Espírita.

Imparcialidade, sabemos, é uma utopia jornalística, que nunca será alcançada e talvez nem seja desejável, pois cada órgão da mídia representa fações sociais de pensamento, está aí para dar voz a determinado grupo e a certos interesses. O problema é que esses interesses não são explícitos, e mais, atualmente,  todos os órgãos de comunicação são hegemônicos e representam apenas uma forma de pensar e ver o mundo. Num sistema capitalista como o nosso, os grandes órgãos são grandes empresas e, como grandes empresas, muitas delas detentoras de monopólios de informação e de formação da opinião pública, não abrem espaço de manifestação para pensamentos alternativos, críticos ao sistema, dissidentes dos monopólios.

O pior de tudo é a forma manipuladora com que as matérias são conduzidas, para darem uma ilusão de imparcialidade, mas que induzem a um pensamento único, hegemônico.

Um dos monopólios ideológicos contemporâneos é o materialismo – ou ainda mais radical – o nihilismo. Qualquer tendência, pesquisa, ideia ou proposta, que ameace esse paradigma deve ser estigmatizada, ridicularizada, rechaçada a priori. É proibido duvidar de que somos meros produtos biológicos, determinados geneticamente e que nossa mente é um subproduto da química neural. Embora a ciência (juntamente com a filosofia, pois esse não é apenas um problema científico) esteja longe de ter fechado algum ponto de vista a respeito do conceito de mente – há uma unanimidade imposta, que não pode ser questionada. E a mídia é justamente a patrona das unanimidades dogmáticas.

Vejamos a matéria em questão. Comecemos pelo título de capa: a ciência não é espírita ou católica ou budista – a ciência é ciência e ponto. Ao assumir na capa o adjetivo de espírita – como ficará comprovado no final da reportagem – a revista desqualifica os cientistas que estão pesquisando os fenômenos de quase-morte e reencarnação, sendo que dos pesquisadores citados, são espíritas apenas os brasileiros, mas não os autores de fora, aliás respeitados internacionalmente.

Para os espíritas desavisados, o título Ciência Espírita pode soar como música, pois nós, espíritas, defendemos a existência de uma ciência iniciada por Kardec, com métodos próprios, para investigar os fenômenos que evidenciam a vida pós-morte. Entretanto, para a maioria das pessoas, chamar uma ciência de espírita, já a desqualifica de pronto, porque parece uma ciência pré-concebida, que parte de pressupostos já assentados. E para os pesquisadores como Sam Parnia, Erlendur Haraldsson ou Peter Fenwick, trata-se de uma afronta chamá-los de espíritas, pois pertencem a culturas onde o espiritismo de Kardec, tão difundido no Brasil, não tem nenhuma ressonância.

Como se trata de um assunto ainda polêmico, seria natural que os jornalistas ouvissem os dois lados: os pesquisadores de tais fenômenos e os críticos. As explicações de um lado e as explicações do outro. Isso é feito em certa medida, dando a sensação no decorrer da matéria de que a revista está sendo imparcial – apesar do diabo da maldade revelar a ponta da orelha em certos trechos, como quando ao tratar das experiências mediúnicas investigadas por Frederico Leão, lemos: “Para a maioria dos cientistas, uma coisa dessas soaria como um espetáculo circense, uma farsa.” Ou quando, os jornalistas acrescentam sarcasmo a um erro grave de informação (coisa muito comum na imprensa atual). Dizem: “O jargão (mente e cérebro) serviu para batizar o primeiro evento brasileiro dedicado às pesquisas sobre o além, o I Simpósio Internacional Explorando as Fronteiras da Relação Mente e Cérebro, em (de novo) Juiz de Fora.” Esse evento foi em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças.

Além das ironias, o problema central é que a matéria não coloca os dois lados e deixa a questão em aberto – o que seria  mais honesto. Os jornalistas (ou os editores, porque, muitas vezes, os editores remexem a matéria e imprimem o tom que a revista impõe) fecham com a negativa total, usando a seguinte tática: tanto dos fenômenos de quase morte, quanto dos casos sugestivos de reencarnação são narradas apenas algumas histórias isoladas. Isso em ciência não vale muito. Não se menciona que há uma casuística abundante. Por exemplo, em nenhum momento se fala que Stevenson, de que os citados Jim Tucker e Haraldsson foram colaboradores, coletou e investigou mais de 2500 casos de crianças com memórias de vidas passadas. A impressão que dá é que três ou quatro casos impressionaram homens ingênuos e com tendência a uma fé cega.

O tom final é que demonstra o que a Revista pretende que o leitor pense (pois é isso, ela quer impor um ponto de vista, sem nenhum respeito aos entrevistados, aos leitores e aos fatos): todos esses pesquisadores, brasileiros e estrangeiros, não passam de um bando de crédulos, homens de fé, que estão tentando provar o improvável. O mais incrível é a leviandade com que os jornalistas (que, diga-se de passagem, não são cientistas) pretendem derrubar a pesquisa de vidas inteiras: em apenas dois parágrafos, eles se referem a “evidências contra”. Quais?  Não são sequer mencionados outros cientistas que critiquem o trabalho dos colegas. O texto é dos próprios jornalistas; um texto confuso, tendencioso, com argumentos fracos e que termina da forma mais acintosa possível: “é difícil não acreditar que os pesquisadores de reencarnações, EQMs e afins, se movam mais pela fé que pela curiosidade científica.”

E assim, estamos conversados. Está dita a última palavra. Com meia-dúzia de frases, pensa-se garantir que o paradigma materialista, pelo qual a mídia zela com tanto fervor, permaneça intacto aos olhos dos leitores.

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Semana de Estudos de Religião na Universidade Metodista

Durante a Semana de Estudos da Religião que se realizará na semana próxima na Universidade Metodista, Dora Incontri e Franklin Santana Santos falarão sobre a morte e também sobre a perspectiva espírita a respeito.

Abaixo a divulgação do Evento:

A religião é um conjunto de crenças e expressão sobre as causas, natureza e finalidade da vida e do universo, especialmente quando considerada como a criação de um agente sobrenatural, ou a relação dos seres humanos ao que eles consideram como sagrado ou divino. Em razão das diferentes culturas e linguagens, diversas doutrinas foram ou são estabelecidas para o exercício da Fé e entendimento dos fatos.

Para discutir a relação entre as ciências da linguagem e o estudo do fenômeno religioso, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo realiza a 15ª Semana de Estudos de Religião. O evento acontecerá de 27 a 29 de setembro e todos os interessados podem se inscrever como ouvintes. Para estudantes da Metodista, a inscrição é gratuita, os demais, devem recolher uma taxa de trinta reais.

 As mesas e conferências terão caráter interdisciplinar, recebendo pesquisadores de renome nacional e internacional e oferecendo espaço para comunicações científicas sobre os mais diversos temas da área. A abertura terá o tema “Literatura e Religião” e será ministrada pelo filósofo, psicanalista, professor da PUC-SP e autor de diversas obras, Luis Felipe Pondé.

Confira a programação da 15ª Semana de Estudos de Religião.

http://www.metodista.br/posreligiao/noticias/semana-de-estudos-de-religiao-oferece-espaco-para-comunicacoes-cientificas/

Programação

Local: Auditório Capa do Campus Rudge Ramos (Rua Planalto, 106 – Bairro Rudge Ramos – SBC)

27 de setembro

  • 9h – Abertura – Palavra da pastoral
  • 9h10 às 10h45 – Conferência de abertura: Literatura e religião

Prof. Luis Felipe Pondé (PUC-SP)

Moderação:Prof. Jung Mo Sung (Metodista)

  • Intervalo
  • 11h às 12h30 – Debate
    Prof. Etienne A. Higuet (Metodista)
  • 14h às 15h30 – Mesa 1: Hermenêutica e produção de sentido
    Prof. Rui Josgrilberg (Metodista)
    Prof. Júlio Zabatiero (FTU)
    Moderação: Prof. Lauri Wirth (Metodista)
  • Intervalo
  • 15h45 às 18h – Sessão Comunicações 1
  • 19h30 às 21h30 – Conferência: Linguagens da religião e diversidade cultural
    Prof. Afonso Ligório (PUC-SP)
    Reação: Prof. Claudio Oliveira (Metodista)

28 de setembro

  • 9h às 10h45 – Mesa 2: Religião nas linguagens globais
    Prof. Laan Mendes de Barros (Metodista)
    Prof. José Eugênio Menezes (Cásper Líbero)
    Moderação: Geoval Jacinto Silva (Metodista)
  • Intervalo
  • 11h às 12h30 – Mesa 3: Religião e literatura
    Prof. Marcelo Furlin (Metodista)
    Prof. João Leonel (Mackenzie)
    Moderação: Prof. Paulo Nogueira (Metodista)
  • 14h às 15h30 – Mesa 4: Rito e as linguagens do corpo
    Prof. Vagner Gonçalves da Silva (USP)
    Prof. Élio Masferrer Kan (INAH-México)
    Moderação: Prof. Geoval Jacinto do Silva (Metodista)
  • Intervalo
  • 15h45 às 18h – Sessão Comunicações 2
  • 19h30 às 21h30 – Conferência: Religião e as Fronteiras da Cultura
    Profª Jerusa Pires Ferreira (USP – PUC-SP)
    Reação: Prof. Paulo Garcia (Metodista)

29 de setembro

  • 9h às 10h45 – Mesa 5: Mito como narrativa da religião
    Prof. João José R. L. Almeida (UNICAMP)
    Prof. Paulo Nogueira (Metodista)
    Moderação: Prof. Dario Paulo Barrera (Metodista)
  • Intervalo
  • 11h às 12h30 – Mesa 6: Linguagens da morte
    Prof. Franklin Santana Santos (USP – Unisanta)
    Profa. Dora Incontri (Unisanta)
    Moderação: Prof. Leonildo Silveira (Metodista)
  • Encerramento

http://www.metodista.br/posreligiao/eventos/15a-semana-de-estudos-de-religiao/programacao

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O direito e o dever de nos assumirmos espíritas

Kardec, na visão do artista Monvoisin.

Em contato com várias entidades assistenciais, editoriais, das áreas de saúde e educação, cujas origens e fundamentos foram espíritas, observamos uma tendência crescente e um discurso repetido para se retirar o nome espírita. Nós mesmos, na ABPE, já recebemos diversas sugestões externas e internas para abandonarmos o termo “pedagogia espírita”, que foi criado por José Herculano Pires na década de 60.

Por que essa tendência? Que motivações se escondem atrás delas? Por que não podemos concordar com isso?

Se considerássemos o Espiritismo como meramente religioso – coisa que todos sabem é o oposto do que pensamos – ainda assim defenderíamos o direito e o dever de assumirmos a nossa identidade espírita como indivíduos, como instituições, em projetos sociais e pedagógicos. Ora, não há centenas de excelentes hospitais dirigidos por religiosos católicos? Dezenas de PUCs, outras tantas universidades protestantes de renome, inúmeros trabalhos sociais respeitados e reconhecidos internacionalmente, fundados e dirigidos por religiosos, como Madre Teresa de Calcutá ou Irmã Dulce? As pastorais da criança e do idoso recebem menos reconhecimento em seu magnífico trabalho, por estarem ligadas à Igreja?

Nunca ouvi ninguém fazer uma crítica ao Dalai Lama, por se apresentar como monge budista. Suas luminosas opiniões não são ouvidas? Não é respeitado por órgãos internacionais e recebido pelas maiores personalidades do planeta? Um Gandhi, que exerceu e propôs como ninguém, o diálogo inter-religioso, deixou alguma vez de se assumir como hindu que era? Um Leonardo Boff, embora perseguido pela própria Igreja Católica, alguma vez renegou sua identidade religiosa? Seus livros não são lidos por pessoas de todos os credos e por pessoas sem credo?

Aliás, todas essas instituições e personalidades não dignificam suas religiões? Não é através de um Gandhi, que posso falar com o hinduísmo? Não é através de uma Madre Teresa, que posso ter empatia com os princípios cristãos?

Por que então, não podem os espíritas ter seus hospitais, suas escolas, suas universidades, seus projetos e suas personalidades de destaque?

O diálogo inter-religioso, o universalismo, a tolerância não se dá na morte das identidades de cada um, mas no respeito à vida saudável de todas as correntes!

Os argumentos apresentados pelos partidários do “tirar o nome espírita” seguem nas seguintes linhas:

1) O Espiritismo suscita preconceitos. Pois então devemos lutar contra os preconceitos, quanto mais nos escondermos, mais eles se perpetuarão. Se não há preconceitos contra budistas, católicos, protestantes, por que devemos aceitar que haja contra os espíritas e nos resignarmos a renunciar ao nosso direito de sermos o que somos?

2)  O nome “espírita” afasta financiadores. Em parte é verdade. E daí? Vamos trair nossas convicções ou disfarçá-las por causa de dinheiro? Em parte não é verdade, o que não se financia são projetos proselitistas, doutrinantes (dos quais também discordamos), mas instituições assumidamente espíritas podem fazer projetos universais. Além disso, temos que achar caminhos de autofinanciamento para as coisas em que acreditamos. Um exemplo positivo que pode ser citado nesse sentido é o que fez Dr. Tomás Novelino na Fundação Pestalozzi de Franca. Durante várias décadas, sustentou escolas espíritas com a renda de uma fábrica de sapatos. Outro exemplo atual, ainda em fase de implantação, é a excelente iniciativa da Capemi, em fazer um cartão de crédito para financiar projetos do bem…

3) Outro argumento usado é o de que afirmar-se espírita é criar separativismo, é afastar as pessoas, é suscitar críticas. Alguém por acaso criticou Madre Teresa de Calcutá por ser freira? Alguém desrespeita o Dalai Lama por ser budista? Alguém reclama por Hans Küng – o teólogo que trabalha pelo diálogo entre as religiões – ser católico? Todos militam por ideias e ações universais, a partir de seu lugar de identidade. É o que devemos fazer. A Pedagogia Espírita se propõe justamente a isso, a partir de uma visão espírita, trabalha pelo diálogo inter-religioso, a espiritualidade universal e o amor e a liberdade na educação – valores que todos podem aceitar. Mas a nossa perspectiva, a nossa justificativa, os nossos fundamentos são espíritas. É isso que deve ficar claro, porque mostra que o Espiritismo não é sectário (ou pelo menos não deveria ser) e que de suas raízes brotam transformações importantes para toda a sociedade.

4) O Espiritismo – também se argumenta – se aparecer ligado a uma pesquisa, a um projeto científico, pode desacreditar a neutralidade do cientista ou da instituição. Se o Espiritismo tiver esse caráter, que geralmente o movimento espírita lhe atribui, de religião sectária e de proselitismo, esse argumento é válido. Mas se resgatarmos as origens do Espiritismo, a metodologia de pesquisa inaugurada por Kardec, se enfim entendermos e praticarmos o Espiritismo como um novo paradigma do conhecimento – então podemos e devemos fazer uma ciência inspirada em Kardec.

Resumindo a questão – se a nossa visão do Espiritismo é, como queria Kardec, aberta, progressista, científica, filosófica, cultural, sem descartar seu aspecto religioso, então é nosso dever oferecer ao mundo esse caminho. Sem imposições, mas como alternativa respeitável e consistente, trabalhando lado a lado com pessoas do bem, de outras religiões, filosofias ou correntes políticas, podemos levantar a bandeira do Espiritismo, com dignidade, sem fanatismo; com abertura, sem perda de identidade.

Então, poderemos dar uma contribuição histórica importante, não para que todas as pessoas se tornem espíritas (não é esse o objetivo), mas para que projetos, ações, ideias, nascidas do Espiritismo influenciem o mundo de forma original e positiva.  Vamos assumir esse dever? Ou vamos passar à história como covardes e omissos, que participaram da conspiração do silêncio, que vem sendo feita, desde o século XIX em torno no nome de Kardec e das propostas revolucionárias do Espiritismo?

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